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A CNT apresenta a terceira edição do Painel CNT de Rodovias que Perdoam, ferramenta interativa que analisa a capacidade da infraestrutura rodoviária brasileira de mitigar as consequências dos acidentes, caso ocorram. Atualizada com dados de 2025, a nova edição permite acompanhar a evolução do Índice de Perdão nas rodovias avaliadas pela CNT na Pesquisa CNT de Rodovias e comparar o desempenho da malha em relação ao levantamento anterior.

Desenvolvido a partir de metodologia própria da CNT, o Índice de Perdão avalia o quanto as características físicas das rodovias podem influenciar na gravidade dos acidentes. Na prática, a ferramenta indica, para diferentes trechos rodoviários, o potencial de a infraestrutura atenuar ou agravar os impactos dos sinistros para os usuários das vias. Quanto menos graves forem as consequências, maior é o nível de perdão atribuído à rodovia.

Os resultados de 2025 apontam relativa estabilidade no panorama nacional. Do total da malha pesquisada, 19,9% (22.694 km) foram classificados com Alto Índice de Perdão; 42,7% (48.733 km), com Médio Índice de Perdão; e 37,5% (42.770 km), com Baixo Índice de Perdão.

Em comparação com os dados de 2024, houve uma sutil redução no percentual de trechos classificados como Alto Perdão (-0,4 ponto percentual) e um leve incremento da faixa intermediária (+0,9 ponto percentual). Esse cenário mostra que mais de 80% da extensão analisada continua apresentando média ou alta probabilidade de que falhas de infraestrutura, somadas a erros de condução ou problemas mecânicos, resultem em mortes ou feridos graves.

Acesse o painel completo

Rodovias públicas x Rodovias concedidas

A atualização do Painel reforça a diferença estrutural entre as rodovias sob gestão pública e aquelas administradas por concessionárias privadas. Nas rodovias públicas, 50,0% da malha avaliada (42.052 km) apresentam Baixo Índice de Perdão, enquanto apenas 4,8% (4.024 km) conseguem oferecer um alto nível de mitigação das consequências dos acidentes. Já nas rodovias concedidas, o cenário se inverte: 62,0% (18.670 km) registram Alto Índice de Perdão, ao passo que somente 2,4% (718 km) foram classificados como de Baixo Perdão.

Além disso, a segunda edição do estudo evidencia deterioração no desempenho das vias sob gestão direta do poder público. O percentual de rodovias públicas classificadas com alto perdão caiu de 6,2%, em 2024, para 4,8%, em 2025, o equivalente a uma perda de 1,4 ponto percentual. Por outro lado, as rodovias concedidas mantiveram o patamar de desempenho superior já observado nas edições anteriores do Painel, associado ao volume contínuo de investimentos em infraestrutura e segurança viária.

Desigualdades regionais

A análise territorial também reforça as desigualdades regionais da infraestrutura rodoviária brasileira. Os trechos com Alto Índice de Perdão concentram-se principalmente nas regiões Sudeste e Sul, onde predominam as concessões. Já as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste seguem marcados por corredores com Médio e Baixo Perdão, inclusive em rotas estratégicas para o transporte de cargas e passageiros.

Interativo e de fácil navegação, o Painel permite consultar os dados por meio de filtros customizáveis por região, Unidade da Federação, gestão, jurisdição e por rodovias. A ferramenta utiliza como base os dados da Pesquisa CNT de Rodovias 2025, cruzados com as informações de acidentes da PRF (Polícia Rodoviária Federal) e com o volume de tráfego disponibilizado pelo DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), por meio do PNCT (Plano Nacional de Contagem de Trânsito).

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Representantes da CNT e da PRF (Polícia Rodoviária Federal) reuniram-se, na última quarta-feira (27), na sede do Sistema Transporte, em Brasília, para discutir a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) nº 18/2025, conhecida como PEC da Segurança Pública. Favoráveis à proposta, as entidades trocaram percepções sobre os desafios da segurança nos diferentes modais e debateram formas de cooperação voltadas à integração de dados, à produção de estatísticas e ao aprimoramento de políticas públicas para o setor.

O encontro marcou um primeiro alinhamento institucional sobre os impactos e os desafios associados à proposta, especialmente diante da perspectiva de ampliação da atuação da força policial nos modais ferroviário e hidroviário, além do rodoviário.

Um dos principais temas debatidos foi a necessidade de ampliar a integração de dados e estatísticas de segurança pública para subsidiar políticas mais eficientes e coordenadas. As entidades avaliaram que a fragmentação das informações ainda representa um obstáculo para o planejamento de ações preventivas, o enfrentamento da criminalidade e a identificação de áreas e corredores logísticos mais vulneráveis.

Para a CNT a discussão ganha relevância diante da crescente interdependência entre os modais de transporte. Os fenômenos relacionados à criminalidade frequentemente atravessam diferentes modais logísticos, o que reforça a necessidade de coordenação entre órgãos e sistemas de segurança.

Sobre a PEC

A PEC nº 18/2025 propõe alterações constitucionais relacionadas às competências dos entes federativos em matéria de segurança pública, além de prever maior integração, cooperação e interoperabilidade entre os órgãos que compõem o Sistema Nacional de Segurança Pública.

Entre os pontos da proposta está a ampliação da atuação da PRF no patrulhamento ostensivo de rodovias, ferrovias e hidrovias federais.

Fonte: Agência CNT Transporte Atual

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O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) concluiu os serviços de recuperação e reforço estrutural da ponte sobre o Arroio Piraí, localizada no km 424,28 da BR-290/RS, no município de São Gabriel (RS). As intervenções foram realizadas após um colapso pontual na laje da estrutura, ocorrido em janeiro deste ano. A obra emergencial teve início em fevereiro e foi concluída em maio.

Com um investimento superior a R$ 3,1 milhões, o Departamento realizou a instalação de 15 linhas de vigas metálicas transversais ancoradas às vigas de concreto; concretagem de nervura; e fibras de carbono em pontos específicos da estrutura. A autarquia também executou a demolição completa da sobrelaje existente e reconstruiu integralmente a sobrelaje armada em todo o tabuleiro.

Por questões de segurança, o DNIT havia restringido o tráfego de veículos pesados na ponte. Para os veículos leves, o fluxo permaneceu em meia pista, operando no sistema Pare e Siga. Com a conclusão das obras, o trânsito foi totalmente liberado nos dois sentidos da rodovia, sem necessidade de operação especial.

Fonte: DNIT

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