A Roadcard realizou a primeira viagem no país com pagamento do Vale-Pedágio Obrigatório (VPO) por meio de leitura de placa do caminhão. A operação ocorreu em 3 de fevereiro na rodovia MT-242, administrada pela concessionária Intervias, no trajeto entre Sorriso e Nova Ubiratã, no Mato Grosso.
A iniciativa marca o início da utilização do sistema "Pamcard na Placa", solução que permite a cobrança do VPO por identificação automática do veículo por reconhecimento óptico de caracteres (OCR). A empresa foi homologada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para operar com o novo modelo.
O sistema foi desenvolvido para atender transportadores e embarcadores que optem pela identificação por imagem como alternativa às TAGs eletrônicas. A solução é integrada à plataforma Meupedágio.com, responsável pela conexão entre concessionárias, operadoras de VPO, órgãos reguladores e sistemas fiscais.
Segundo a empresa, testes operacionais foram conduzidos em praças de pedágio e em portais de free flow, que já utilizam leitura automática de placas, além de cabines manuais equipadas com tecnologia de reconhecimento de imagem. A implantação do modelo ocorrerá gradualmente conforme adesão das concessionárias, ampliando a cobertura ao longo dos próximos meses.
O Vale-Pedágio Obrigatório foi instituído pela Lei nº 10.209/2001, que determina o pagamento antecipado do pedágio pelo embarcador, separado do valor do frete e realizado por meio de empresas e tecnologias homologadas pela ANTT. Em 2024, a Resolução nº 6.024 passou a exigir que o pagamento seja feito exclusivamente por meios eletrônicos, substituindo cartões e cupons.
Fonte: Tecnologística
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O governo argentino publicou uma licitação pública nacional e internacional para a construção, operação, administração e manutenção da Fase B da Etapa II da Rede Federal de Concessões, esquema que abrange mais de 2.500 quilômetros de rodovias nacionais consideradas estratégicas. A medida foi consolidada na Resolução n° 112/2026.
A Etapa II-B compreende percursos localizados nas províncias de Buenos Aires, La Pampa, Santa Fé, Córdoba e San Luis, e será organizada em quatro trechos.
O projeto inclui o trecho Mediterrâneo, com 672 quilômetros de extensão, que conecta o centro produtivo do país; o trecho Puntano, com 720 quilômetros de extensão, definido como um corredor de integração interprovincial e transporte de cargas de longa distância; o trecho Portuario Sul, com 637 quilômetros de extensão, que liga pontos de acesso estratégicos a portos e centros logísticos; e o trecho Portuario Norte, com 528 quilômetros de extensão, destinado a melhorar a conectividade com os centros industriais e portuários no centro do país.
As obras serão realizadas nas rodovias nacionais 7, 8, 9, 12, 33, 35, 36, 188 e 193, bem como nas vias de acesso A005 e A008.
O processo de licitação para a Fase B da Etapa II faz parte da reorganização em curso do sistema de concessões rodoviárias pelo governo, após o lançamento da Rede Federal de Concessões, que prevê a participação do setor privado na operação e manutenção de corredores estratégicos. A Etapa II, em sua totalidade, envolve a concessão de milhares de quilômetros de rodovias nacionais, com foco em logística, transporte de cargas e conectividade produtiva.
A Experiência da Etapa I
O progresso rumo à Etapa II baseia-se no trabalho realizado durante a Etapa I da Rede Federal de Concessões, que incluiu importantes corredores do Mercosul. Em novembro de 2025, o Ministério da Economia deu início à abertura das propostas financeiras para a primeira etapa, processo que marcou o começo formal do novo regime de concessões.
Essa etapa abrangeu rotas estratégicas para o comércio regional e o trânsito internacional, com ênfase especial nos corredores utilizados para o comércio com o Brasil, o Uruguai e o Paraguai.
Com informações de Infobae
O SEST SENAT passa a ampliar, de forma significativa, sua atuação na formação de condutores profissionais com a publicação da Resolução Contran nº 1.020/2025. As novas normas modernizam o modelo nacional de formação de condutores, abrem o mercado antes restrito às autoescolas (CFCs) e permitem o credenciamento direto de instituições junto à Senatran (Secretaria Nacional de Trânsito).
Com esse novo marco regulatório, o SEST SENAT foi oficialmente credenciado para atuar em âmbito nacional, conforme a Portaria Senatran nº 953/2025, publicada em 23 de dezembro. A medida fortalece o papel da Instituição na qualificação de motoristas, amplia o portfólio de cursos e traz ganhos relevantes de eficiência, padronização e segurança jurídica.
Acesso direto ao Renach e mais eficiência nos processos
Entre as principais vantagens do novo modelo, está a possibilidade de acesso direto ao Renach (Registro Nacional de Condutores Habilitados), eliminando a dependência dos Detrans estaduais para credenciamento, consultas e lançamento de dados. A mudança permitirá a unificação de processos, redução de retrabalho, maior rastreabilidade das informações e otimização dos sistemas utilizados pela Instituição.
A implantação desse novo fluxo ocorrerá de forma gradual, com uma fase de transição, seguida pelo acesso direto ao Renach e, posteriormente, pela integração completa entre os sistemas do SEST SENAT e a base nacional de condutores.
Ampliação da oferta de cursos antes restritos aos CFCs
A nova regulamentação também possibilita ao SEST SENAT ofertar cursos que, até então, eram exclusivos das autoescolas. Entre eles, estão formações voltadas às categorias C, D e E, como:
• Curso especializado prático de direção veicular para mudança de categorias C, D e E (presencial);
• Curso de reciclagem para condutores infratores (presencial);
• Curso preventivo de reciclagem (presencial);
• Curso teórico para a obtenção da Carteira Nacional de Habilitação ou da Autorização para Conduzir Ciclomotor (EaD).
Os cursos já estão adequados à nova matriz pedagógica definida pela Senatran, com conteúdos atualizados e cargas horárias padronizadas em nível nacional.
Transição planejada e padronização nacional
Para garantir uma implementação segura e uniforme, o SEST SENAT mantém alinhamento permanente com a Senatran e adotou uma estratégia de apoio técnico às unidades operacionais com representantes do NDP (Núcleo de Desenvolvimento Profissional) e unidades de referência em cada estado. A atuação conjunta permite adaptar as diretrizes nacionais às realidades regionais, mantendo o diálogo institucional com os Detrans.
Segundo o Departamento Executivo, todas as medidas adotadas neste momento têm caráter preventivo e transitório com o objetivo de assegurar a conformidade normativa, segurança institucional e continuidade da oferta de cursos durante o processo de transição.