A ALADI (Associação Latino-Americana de Integração) realizou no fim de agosto a terceira edição do Ciclo Países, série de eventos que se enquadram no objetivo central da ALADI de analisar e incrementar o comércio intrarregional e na estratégia de integrar as pequenas e médias empresas (PMEs) no mercado regional e gerar maiores oportunidades de negócios através da apresentação dos benefícios e serviços oferecidos pela Associação.
Neste ano, o foco do evento recaiu sobre o comércio de serviços, levando em conta as particularidades deste setor reveladas pelos mais recentes relatórios da Organização Mundial do Comércio (OMC).
Os dados apresentam o comércio internacional de serviços como componente mais dinâmico no cenário mundial, obtendo 15% de aumento em 2022 comparado a 2021. Também a nível mundial, representa hoje 55% do Produto Bruto Interno (PIB) da e 45% dos empregos.
Já a nível regional, o setor teve aumento de 26% em 2022 comparado a 2021 na América Latina. Incremento superior ao do comércio regional de mercadorias que ficou em 19% no mesmo período.
A apresentação do cenário e relevância do comércio de serviços foi dividido entre os países da América do Sul. Na sessão dedicada ao Brasil, ressaltou-se que o país é forte na área, tendo 70% do seu PIB composto pelo setor de serviços.Apesar da relevância interna, o setor de serviços brasileiros ainda não alcança outros países de forma tão satisfatória.
A exportação de serviços brasileira lidera quando restrita à América Latina. Porém representa apenas cerca de 0.6% da exportação mundial de serviços.
Marcela Carvalho, Secretaria-Executiva da Câmara de Comércio Exterior, destaca que além do tamanho do país, que faz com empreendedores tendam s abastecer o mercado interno, há também grande desconhecimento acerca do setor internacional e de sua regulamentação.
O embaixador brasileiro ante o Mercosul, Antonio Simões, afirmou o mesmo. Ressaltou ainda que tende a ser mais fácil exportar (tanto produtos quanto serviços) aos Estados Unidos devido a capilaridade deste mercado e à falta de informação clara que facilite o acesso aos mercados vizinhos da América do Sul.
Simões também reforçou a importância dos eventos e ferramentas disponibilizados pela ALADI para suprir esta falta de informação e garantir conhecimento dos mecanismos que ampliem o comércio internacional de serviços.
No encontro foi apresentado o Índice de Vantagem Comparativa Revelada, que auxilia na comparação de demandas da região com os serviços com possibilidade de exportação de um país. O transporte figura na lista formada pelos setores com boas possibilidades de incrementar sua participação no território latino americano.
O nível de demanda por serviços de transporte do México e do Chile despontam como os maiores mercados com possibilidade de serem explorados pelo setor brasileiro.

De forma geral, o transporte aparece como o terceiro serviço mais exportado pelo Brasil aos países membros da ALADI.
Os vídeos com os Ciclo País de cada país-membro foram colocados à disposição do público neste mês e podem ser conferidos no canal de Youtube da ALADI.
Os dados relativos à competitividade dos serviços de todos os países, apresentados ao longo do Ciclo, podem ser acessados aqui.
Conforme foi tratado na Reunião Bilateral da ACI Foz do Iguaçu (BR) - Ciudad del Este (PY) realizada nesta quinta-feira (26/9), em que a ABTI esteve representada pelo diretor Leonardo Quiñonez, a concessionária Multilog confirmou que será eliminada a exigência de apresentação do MIC/DTA com carimbo da Aduana paraguaia para liberação de importação oriunda do Paraguai.
A partir de agora, a aduana paraguaia não estará mais no Porto Seco carimbando as vias do MIC/DTA e finalizando seu processo de exportação no local, mas o farão do lado paraguaio. Conforme pedido das autoridades, a Multilog deverá apenas fornecer comprovação de que a carga ingressou no Porto Seco.
A medida havia sido discutida no encontro de quinta como forma de evitar o tempo de espera gerado pelo processo. Contudo, ainda era necessário a aprovação dessa mudança, comunicada oficialmente nesta sexta-feira (27/9).
A alteração entra em vigor imediatamente e, segundo a Multilog, vai garantir maior agilidade aos processos de importação.

Após a apresentação geral dos resultados do projeto Gestão Coordenada de Fronteiras realizado no mês passado, o Instituto Procomex divulga agora o Relatório Final do estudo, após autorização da Comissão de Comércio do Mercosul.
Com mais de 400 páginas, o relatório apresenta um diagnóstico detalhado da situação atual das fronteiras entre Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai e compila 274 oportunidades de melhoria e 347 propostas de solução para os gargalos identificados.
Estes pontos estão sistematizados com relação ao seu âmbito de impacto ou aplicação: Mercosul, países e fronteiras.
Além do relatório, é compartilhando a estruturação das informações realizada na ferramenta Power BI, que permite filtrar os assuntos de maior interesse. Esta ferramenta oferece uma interface amigável que facilita a visualização dos dados e permite identificar rapidamente áreas-chave de ação.
Acesse as publicações aqui:
Relatório Final Gestão Coordenada de Fronteira.
Power BI - Gestão Coordenada de Fronteira.
A ABTI, que acompanhou e participou do desenvolvimento dos mapeamentos realizados, parabeniza o Instituto Procomex pelo empenho e visão empregados na construção deste material essencial para que possamos conhecer mais a fundo nossas fronteiras e as possibilidade e formas de ampliar a integração e o comércio exterior no Mercosul.
Devido a importância do conteúdo do Relatório, a ABTI divulgará de forma mais detalhada os pontos essenciais do estudo, a fim de garantir que o setor tenha amplo conhecimento das informações fornecidas, reforçando a compreensão sobre a importância dessas recomendações e de sua aplicação no dia a dia do transporte internacional.
Sobre o Projeto
O Projeto Gestão Coordenada de Fronteiras no Mercosul, realizado pelo Procomex com o financiamento do Banco Mundial e solicitado pelo Comitê Técnico nº 2 teve por objetivo avaliar a situação atual das fronteiras e acordos de cooperação, alinhando as práticas regionais às melhores diretrizes internacionais para facilitar o comércio na região.
Durante o projeto, foram realizadas análises em vários pontos de fronteira, tanto de forma presencial quanto online, mapeando os processos atuais e identificando melhorias. Os passos analisados foram:
Mapeamento presencial
Mapeamento online